sexta-feira, 11 de dezembro de 2009


Uma autodescrição metalinguística

Sou um ser de poucas palavras ditas e muitas palavras escritas.
Calo para sorvê-las, gestá-las e escrevê-las.
Escrevo para diluí-las, gastá-las, imprimi-las na essência de quem as lê.
Escrevo-as em muitos papéis: pequenos, grandes...cartas, bilhetes... memórias, mas elas são mais vivas em meus gestos que expressam até mais que minha voz e as letras pretas em fundo branco.
Gestos que marcam pela supresa, pela expectativa suprida ou pela deixa de previsível.
Marco porque tenho medo de ser transeunte.
Marco porque só sei ser assim. Marco porque só sei amar surpreendendo.
Há coisa mais triste que passar na vida do outro e não deixar pegadas, digitais, caligrafias?
Tenho medo de ferir, magoar, perder, mas tenho muito mais medo de ser esquecida para sempre.

4 comentários:

Regina Andrade de Queiroz disse...

Boa definição de si, da forma que escreves e pontua cada passada sua com sua escrita na alma de cada pessoa.
A minha tem o toque das suas palavras, mas mais que isso, tem toque da sua essência...

Com carinho, Flor... (risos)

Intensidade disse...

Simplesmente demais!!!!
Amiga, não poderia ser melhor....um espetáculo!!!!
Sou sua fã!!!!!
Amo-te!!!
Vallzinha

Kilvânia disse...

Creio que saberia quem é a autora desse texto mesmo se o visse sem assinatura...rs
Tem sua marca e maneira de usar as palavras,é bem vc...
Muito lindooo...

Carolina disse...

E quem não seria marcada por palavras tão bem colocadas, digitadas com tal intensidade e caligrafadas no tempo preciso?
Só vc...
Bjs!!!!!