segunda-feira, 12 de julho de 2010

Inseparáveis


Nada há que se fazer quando a noite vem.
Apenas ficam marcas de uma identidade
qual pegadas de sorrisos e brincadeiras passadas.
As luas não são mais as mesmas, não há estrelas para contar.
Não há raios, prata nem luar.
Somente um sabor de ausência
e a lacuna do que já se foi para longe...
muito além do que se possa escrever, falar ou sentir.
O frio da manhã congela o pranto do meu ser.
Branca, gélida manhã sem canto, sem cor, sem pipa.
Neve que fere e emudece a dor que grita em meu peito:
metade minha que se fez parte
metade minha que partiu
parte minha que se foi
parte minha que não está mais.
Metade minha que ainda é...
Vida a voar no meu céu...
Voz a ecoar na minha noite...
Riso a pintar o meu dia.

2 comentários:

Kilvânia disse...

uiiiiiiii...
sem palavras...profundissimo!!!
O amor é assim...

Central de informações disse...

Belo texto, todos são lindos, mas esse... bem profundo. bjs