segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Canto simples de amor ao claustro

No deserto em que habita minh’alma, prostro-me a teus pés e contemplo tua face.
A cada gota do teu sagrado sangue escorrem dos meus ressequidos olhos
as lágrimas que selarão nosso eterno elo: nossa aliança.
Nesse encontro de sangue e lágrimas, sinto-me uma em ti e Tu um em mim
e, assim, minh’alma inflamada de amor por ti
alça longínquos voos nos ares da Pátria Celeste.
Renunciando à minha vida para ser prisioneira de ti,
coloco em tuas mãos mais que corpo: alma.
No ágape primeiro, bebo contigo o cálice de fel que um dia saciou tua agonia
e que hoje me parece a mais doce agrura que provei.
Cada rosa que trago em meus braços dou-te e ao banhar-te de pétalas
perfumo tua dor: fragrância santa que inunda meu ser.
Fidelidade eterna na alegria e na tristeza, na saúde e na doença,
eis aí meu juramento renovável a cada inspirar.
Trocamos as chagas, joias raras que figuram em tuas mãos,
como aliança de matrimônio indissolúvel.
Ofereço-te, ó Amado meu, os véus que enfeitam meu rosto
e de Ti recebo a coroa de diamantes pontiagudos que ora me orna a cabeça.
Do sangue que me banha a face, tenho certeza de que estou me consumindo por amor de Ti
e, mesmo quando o Pai já me tiver abandonado,
repetirei, no suspiro último, meu juramento.

Um comentário:

Carlinha disse...

Menina!!!!!!!!
Chorei de orgulho!!!!
Essa é, por fim, você!

Entendeu ne?
rs
beijos, amo vc!