domingo, 17 de janeiro de 2010

Confissões para quem me conhece inteiramente...

Escolhas fiz à revelia de tua vontade com a ilusória intenção de encontrar a felicidade e guardá-la numa caixinha azul, dentro da gaveta do criado-mudo.

Todas elas foram erradas ou pseudo-certas.... eufemismo para não mais me envergonhar com meus fracassos na busca de ser o deus da minha história.

Arrebentei o pé com tantos tropeços, arranhei os joelhos com tantos escorregões, fendi a cabeça com muitos esbarrões, feri o coração com inúmeros enganos para descobrir algo tão simples: não há felicidade inteira fora de ti.

Fora de ti, sou parte, porque nem metade sou.

Sou parte sem complemento,vazio sem preenchimento.

Sou linha sem tinta, envelope sem documento.

Fora de ti, sou estrada sem passos, desenho sem contorno, imagem sem cor.

Fora de ti, sou vaso sem forma, olhar sem encontro, coração sem meta...sem sonho....sem vida...sem nada.



2 comentários:

Carlinha disse...

Do teu amor
Tornei-me encanto
No teu ardor
Tornei-me espanto
No teu pedido
Achei-me um dia
Chamou por revel
A rebeldia
Por isso escrevo
Tais linhas tortas
De um poema
Que a alma canta
Em teus encantos
Que se desprendem
De uma canção
Que se compõe
No dia-a-dia
De corações!

Carlos César disse...

Bonito a forma como trata tua pequenez, o teu nada mediante a grandeza de Deus. Que tomem por exemplo, é assim que Deus gosta. Cada vez que nos reconhecemos pequenos e dependentes, Deus vem ao nosso encontro como um pai que cuida de seu filho amado. Tuas palavra me levam a perceber a imensidão de Deus e que sem Ele não sou nada, alias não somos. Ah se eu tivesse sempre essa consciencia de quem sou, de minhas necessidades primarias. Mas ao longo dessa caminhada surgem pessoas como você, que pouco falam, que sempre estão a pensar, preferindo falar interiormente do que abrir a bouca para pronunciar palavras vans. Pessoas assim nos ajudam a reconhecer quem somos e olhar adiante, bem nos olhos de Deus. Apenas posso dizer: "Merci pour le don de ta vie"